• Amandio Morgado

Mudanças: "combustível" para o desenvolvimento humano?

A grande maioria das pessoas tem conhecimento do que é e para que serve um veículo automotor, comumente chamado de carro de passeio. O carro, meio de locomoção particular mais utilizado em todo o mundo, tem como principal objetivo simplificar a vida e dar conforto a quem dele se utiliza. Para seu funcionamento é obrigatório a utilização de combustível: gasolina, etanol ou em alguns casos, diesel.

Muitos afirmam que o preço do combustível está alto, que o trânsito das grandes cidades provoca diminuição no rendimento, etc., etc., etc. Entretanto se desejarmos conforto e simplificação durante a locomoção do ponto A para o ponto B será necessário modificarmos nossas crenças, especialmente em relação ao preço e consumo.

O combustível é o que dá movimento ao veículo. Sem ele o carro permaneceria eternamente parado, em sua “zona de conforto”. Para fins de conceituação, chamaremos de “zona de conforto” o estado em que não há exigência das reais potencialidades e qualidades, neste caso, do veículo.

Vamos deixar um pouco de lado os veículos e falar sobre seus condutores. Os seres humanos, a exemplo dos carros, também necessitam de combustível para iniciar movimento. E qual seria esse combustível?

Ao longo de tempo foi possível perceber que as mudanças são como combustíveis para os seres humanos. Elas provocam movimento, deixando as respectivas “zonas de conforto” para trás. A exemplo da gasolina e etanol, (só para citar os dois principais combustíveis de veículos), as mudanças têm um preço bastante alto, entretanto suas recompensas são maiores ainda.

Devemos expandir nossa visão sobre as mudanças até que as percebamos como uma forma de colocar nosso “veículo” em movimento para um estado melhor do que o atual, ou seja, um estado de crescimento.

Mudanças são, portanto, nosso combustível para o crescimento. Nossa fonte de energia para estar predisposto a aprender algo novo, a identificar potenciais ainda não explorados e finalmente atingir resultados nunca atingidos.

As inovações tecnológicas e a globalização são responsáveis por mudanças cada vez mais rápidas e constantes no mundo moderno. Podemos observar que uma das mudanças no mundo contemporâneo é o desaparecimento de algumas profissões e atividades, provocando aumento no índice de desempregados.

Para boa parte desse contingente de pessoas é natural que a mudança (desemprego) provoque medo, ansiedade e talvez até desespero. Para mostrarmos como alterar esse ciclo teremos que voltar um pouco no tempo.

Imaginemos um colaborador de uma grande empresa que recebia bom salário e durante longos anos não se qualificou, não acompanhou as mudanças que o mundo e a empresa lhe apresentaram. Na sua percepção seu desempenho era acima da média e sua “zona de conforto” jamais seria atingida por uma crise ou qualquer mudança.

Ocorre que o colaborador, apoiando-se em sua “zona de conforto”, esqueceu que o capitalismo tem como característica principal apresentar movimentos cíclicos, ou seja, momentos de expansão e retração econômicos.

E enquanto vive o momento de expansão e tudo se apresenta tranquilo não se preocupou com sua empregabilidade, com o desenvolvimento de suas habilidades e conhecimentos. Voltando à metáfora do combustível é como se não realizasse manutenção em seu veículo no momento apropriado, deixando-o na mão quando mais precisasse.

E então, como alterar esse ciclo e passar o enxergar as mudanças como acontecimentos positivos?

Uma das formas para não ser pego de surpresa com as mudanças é admitir que são inevitáveis. Devemos nos esforçar para sermos cada dia melhor e não lutar contra a possibilidade das mudanças.

Não foram os momentos mais difíceis, os de maior aprendizado? Não foi quando você se viu fora da “zona de conforto” que teve que ir à luta, aprender coisas novas e consequentemente se desenvolver?

A própria história nos mostra que as mudanças servem para o desenvolvimento da raça humana. Através delas o homem expande seu autoconhecimento e adquire novas habilidades e competências, se tornando melhor, ou seja, evoluindo moral e intelectualmente.

Todos os acontecimentos da nossa vida podem ser interpretados de acordo com nossas crenças e valores. Vejamos um exemplo real, a perda de emprego. Se interpretarmos este fato única e exclusivamente pelo lado negativo sofreríamos de ansiedade, angústia e até mesmo depressão. O simples fato de interpretar como algo que pode nos proporcionar mudança na carreira, adquirir novas habilidades, conhecer novas pessoas é bastante confortador e até certo ponto, motivador.

Podemos concluir então que, pensar positivo diante das mudanças, é algo que nos auxilia nos momentos mais difíceis. E o melhor de tudo isso é que a escolha sempre será única e exclusivamente nossa. Nós decidimos qual interpretação daremos aos acontecimentos em nossas vidas.

Mudanças são como combustíveis para o nosso crescimento. Cada momento, cada acontecimento representam uma oportunidade única de comemorar o que foi bom ou refazer o que não foi tão bom assim. Ambos, portanto, constituem oportunidades de desenvolvimento pessoal.

O segredo não é lutar contra as mudanças e sim lutar contra a “zona de conforto”, aquela que nos impede de sermos hoje, melhores do que fomos ontem e piores do que seremos amanhã.

Quanto mais rápido incorporarmos o significado positivo da mudança menos tempo permaneceremos em nossa “zona de conforto” que, em analogia com o carro de passeio, representa o estado de “estacionado”.

E você, já está preparado para a mudança?

O medo deve nos propiciar coragem e não paralisia.
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